A história política era produzida pelo modelo positivista, no qual os documentos escritos eram tidos como única fonte de pesquisa para o historiador. Essa corrente valorizava os grandes feitos e personalidades políticas em detrimento de ações coletivas e individuais das classes populares.
No início do século XX, surge a escola dos Annales, que provoca uma revolução na historiografia. Diferente do modelo positivista, os Annales passam a trabalhar com diversas fontes históricas além dos documentos escritos, como imagens, pinturas, objetos de uso cotidiano e relatos orais. Eles também se aproximam de outros campos da ciência, como a antropologia e a arqueologia e valorizam a contribuição de todas as camadas da sociedade para a história e não apenas a das personalidades políticas.
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sábado, 17 de outubro de 2015
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Trabalhismo na Era Vargas
Oi pessoal,
Hoje vamos falar do trabalhismo durante a Era Vargas, que foi uma das bases da política populista imposta por esse presidente. Vale ressaltar que Perón, na Argentina, durante o mesmo período histórico, utilizou uma política em ralação ao trabalho muito parecida com a de Vargas.
Contexto do Trabalhismo
Desde que assumiu o poder do país, através da Revolução de 1930, Getúlio adotou uma política econômica voltada o crescimento industrial, baseada no nacional-desenvolvimentismo. Ele aumentou impostos sobre os produtos importados, gerou linhas de crédito para a implantação de indústrias e criou tributos sobre a agricultura para financiar a indústria nacional. Assim, a indústria cresceu de forma exponencial.
Isso gerou um aumento do operariado brasileiro em um momento de ebulição de ideias, pois anarquismo e comunismo eram correntes presentes no mundo inteiro, e o aumento do operariado brasileiro provocaria também o crescimento de reivindicações e questionamentos. Com isso, governo e industriais passaram a criar medidas para o controle da classe trabalhadora, que seria a partir de então tutelada pelo Estado.
O Trabalhismo
Desde a Constituição de 1934 os direitos trabalhistas vinham crescendo. A Constituição das Leis do Trabalho, aprovada em 1943, foi o ápice da política trabalhista.
No trabalhismo, Getúlio aprovou uma série de leis trabalhistas que beneficiavam os trabalhadores, mas que eram divulgadas quase que como um presente do líder para o povo. Porém, apesar de serem direitos importantes, essas leis serviam de instrumento de controle da classe trabalhadora. Com esses direitos, o trabalhador recebia também um forte controle sobre sua conduta e a desmobilização dos seus mecanismos de contestação.
O Trabalhismo a favor do governo
A política trabalhista de Vargas serviu para desmobilizar os trabalhadores, pois ele anulou, aos poucos os tradicionais canais de expressão da classe trabalhadora:
Hoje vamos falar do trabalhismo durante a Era Vargas, que foi uma das bases da política populista imposta por esse presidente. Vale ressaltar que Perón, na Argentina, durante o mesmo período histórico, utilizou uma política em ralação ao trabalho muito parecida com a de Vargas.
Desde que assumiu o poder do país, através da Revolução de 1930, Getúlio adotou uma política econômica voltada o crescimento industrial, baseada no nacional-desenvolvimentismo. Ele aumentou impostos sobre os produtos importados, gerou linhas de crédito para a implantação de indústrias e criou tributos sobre a agricultura para financiar a indústria nacional. Assim, a indústria cresceu de forma exponencial.
Isso gerou um aumento do operariado brasileiro em um momento de ebulição de ideias, pois anarquismo e comunismo eram correntes presentes no mundo inteiro, e o aumento do operariado brasileiro provocaria também o crescimento de reivindicações e questionamentos. Com isso, governo e industriais passaram a criar medidas para o controle da classe trabalhadora, que seria a partir de então tutelada pelo Estado.
O Trabalhismo
Desde a Constituição de 1934 os direitos trabalhistas vinham crescendo. A Constituição das Leis do Trabalho, aprovada em 1943, foi o ápice da política trabalhista.
No trabalhismo, Getúlio aprovou uma série de leis trabalhistas que beneficiavam os trabalhadores, mas que eram divulgadas quase que como um presente do líder para o povo. Porém, apesar de serem direitos importantes, essas leis serviam de instrumento de controle da classe trabalhadora. Com esses direitos, o trabalhador recebia também um forte controle sobre sua conduta e a desmobilização dos seus mecanismos de contestação.
O Trabalhismo a favor do governo
A política trabalhista de Vargas serviu para desmobilizar os trabalhadores, pois ele anulou, aos poucos os tradicionais canais de expressão da classe trabalhadora:
- A partir de 1935, os sindicatos passaram a ser controlados pelo Estado. Delegados indicados pelo Ministério do Trabalho passaram a interferir na organização dos sindicatos.
- A partir da implantação do Estado Novo, as greves foram proibidas e severamente punidas.
Além disso, só tinha acesso aos direitos trabalhistas o trabalhador sindicalizado, o que aumentava o controle sobre os trabalhadores, já que os sindicatos estavam a serviço do governo.
O DIP era de fundamental importância nesse processo, pois o trabalhismo foi alicerçado por uma forte propaganda nacionalista, que valorizava o líder populista como protetor dos trabalhadores, buscando até mesmo descaracterizar a função dos sindicatos. Com o slogan "Trabalhador sindicalizado é trabalhador disciplinado", o governo procurava transformar os sindicatos, antes espaço de luta e contestação, em um mecanismo para a manutenção da ordem vigente.
É isso aí!! Até o próximo post.
Bibliografia
Braick, Patrícia Ramos. Estudar História - Das origens do homem à era digital - 9° Ano. São Paulo: Moderna, 2011.
Castro, Leonardo. A Era Vargas. Disponível em: http://novahistorianet.blogspot.com.br/2009/01/era-vargas.html. Acesso em 12/08/2013.
Imagem 1: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSphNNA1PRRi9g5F35OAHWUxEtJ0am8FxWLat3ILE_2DysAvQLP
Imagem 2: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSpe_pLiMaw3FV_rv09L2O2vZzaN6RrCgfClSVCyE0lF_QhjuUz
É isso aí!! Até o próximo post.
Bibliografia
Braick, Patrícia Ramos. Estudar História - Das origens do homem à era digital - 9° Ano. São Paulo: Moderna, 2011.
Castro, Leonardo. A Era Vargas. Disponível em: http://novahistorianet.blogspot.com.br/2009/01/era-vargas.html. Acesso em 12/08/2013.
Imagem 1: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSphNNA1PRRi9g5F35OAHWUxEtJ0am8FxWLat3ILE_2DysAvQLP
Imagem 2: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSpe_pLiMaw3FV_rv09L2O2vZzaN6RrCgfClSVCyE0lF_QhjuUz
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